Pontos em comum entre Governança Corporativa e Sustentabilidade

4 de outubro de 2019

A governança corporativa é um sistema que torna mais clara e compreensiva a governabilidade. Seu principal objetivo é conciliar os interesses entre os entes corporativos e os cidadãos.

Governança corporativa pode ser considerada uma nova abordagem de gestão, que facilita a instalação de uma nova gerência com alcances na produtividade que mensuram eficiência e eficácia em todos os setores da organização. Com um olhar mais proeminente nas empresas que lidam com capital e geram mais rentabilidade e lucratividade.

Empresas que adotam a gestão de governança corporativa certamente terão uma posição mais forte e perene dentro do mercado. Com um controle maior do capital, custos e desperdícios poderão ser visualizados e controlados a tempo pelo gestor, seu poder decisório será com base em dados e fatos reais.

Alguns estudiosos da Governança, como por exemplo, Coimbra (2011) considera que o propósito da governança não está relacionado somente com a operação do negócio em si, mas também com fornecer o direcionamento geral do empreendimento, com a supervisão e o controle das ações dos gestores, e com a satisfação de expectativas legítimas quanto à prestação de contas e à regulação de interesses que vão além dos limites das empresas.

Muitos podem estar se perguntando o que esse assunto tem a haver com sustentabilidade?

Para sermos sustentáveis não basta ensinarmos nossos filhos a separar o lixo? Economizar água? Empresas sustentável não são aquelas que usam papel reciclado?

Vamos entender o que o termo sustentabilidade significa!

Sustentabilidade é um conceito relacionado ao desenvolvimento sustentável, ou seja, formado por um conjunto de ideias, estratégias e demais atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas.

Notem que no mesmo conceito encontramos, dentre outras, duas palavras que soam como música para as empresas, “economicamente viável’.

Também não podemos deixar de descartar o quanto os consumidores estão valorizando as questões ambientais, e o quanto as empresas estão compreendendo que promover a preservação do meio ambiente não é apenas uma questão de cumprimento das obrigações com os órgãos ambientais, a questão ambiental no mundo empresarial está se tornando um fator de sobrevivência organizacional e de competitividade da empresa.

Quando se trata de estratégias proativas, o meio ambiente é encarado como elemento de competitividade extra custos.

Seguindo o raciocínio do desenvolvimento sustentável, em meados dos anos de 1990 foi desenvolvido o conceito do Triple Bottom Line (conceito também conhecido como 3 Ps da Sustentabilidade  – People, Planet , Profit, ou em português, PPL, Pessoas, Planeta, Lucro) pelo inglês John Elkington, um dos homens mais influentes do mundo, autoridade mundial em responsabilidade corporativa e desenvolvimento sustentável. Nesse conceito se propõem uma nova forma de fazer negócios, em que os resultados das organizações devem ser medidos sob os aspectos econômicos, ambientais e sociais, ou seja, abarca a ideia de que essas três dimensões precisam interagir de maneira holística para que os resultados de uma empresa de fato lhe atribuam o título de sustentável dentro dessa lógica

O principal desafio empresarial atualmente apontado é o gerenciamento balanceado dos negócios, atendendo às exigências de alta eficiência operacional, baixo custo e alto padrão de qualidade dos produtos e serviços, como também às demandas ambientais e sociais da sociedade civil. Nesse sentido, a importância do tema para as empresas e sociedade está no fato de verificar a importância da adesão a sistemas formais de governança corporativa para o desempenho organizacional de empresas de médio porte.

Infelizmente são poucas as organizações que incluem em seus planos estratégicos os riscos ambientais de seus negócios. A preocupação é focada em crescimento, diversificação, internacionalização, diferenciação, custos, inovação do produto, etc.

Deixo aqui um convite a todas as empresas, que olhem para PESSOAS e PLANEJA com o mesmo cuidado estratégico que olham para LUCROS, PERDAS e ROI, afinal, o ponto em comum entre governança e sustentabilidade está exatamente na questão que ambos os processos precisam das pessoas para gerarem resultados e do Planeta para gerarem possibilidades de vida para todos.


escrito por
Patricia Braga
Diretora de Operações – HC Consulting