2020: um ano para riscar do calendário. Será?

22 de setembro de 2020

Artigo Jean Chiumento Blog HC Consulting
2020, um ano para riscar do calendário. Será?

Quando se trata das vidas que perdemos e de algumas situações a que fomos submetidos, absolutamente SIM.

Mas sobre as reflexões e os aprendizados que tivemos?

Olhem esta definição da Psicologia para a Zona de Conforto:

“É a repetição de padrões e comportamentos. A gente tende a fazer exatamente aquilo que não nos cause medo ou ansiedade, por motivos óbvios, que podem ser resumidos em apenas um: qualquer ameaça ao nosso instinto de estabilidade não é bem-vinda.”

Pois bem, por mais dinâmica ou arriscada que seja nossa rotina, ela entra num modo de conforto onde aprendemos a lidar, controlar e agir, por conviver com estes eventos repetitivos.

Então, por mais perigoso que seja ser um policial, estressante que seja ser um médico plantonista ou atento como um controlador de vôo, a rotina destes eventos nos faz entrar numa zona de conforto.

O livro “Subliminar”, de Leonard Mlodinow, comenta que, aproximadamente 75% de nossas decisões são tomadas baseadas em experiências que vivemos, como que quase num modo “automático”. Exemplo: você vai levar seu filho para uma nova escola. Você presta atenção no caminho 2 a 3 dias. Após absorvida a rotina, você reduz drasticamente a atenção ao caminho, uma vez que ele já entrou no seu subconsciente. Assim, ao você dar o comando “escola do filho”, é quase que desnecessário ficar prestando atenção 100% do tempo, para determinar a que rua entrar.

Desta forma, a pandemia mexeu brutalmente com nossas “Zonas de conforto”:

Medo e Insegurança. 76% das pessoas entrevistadas em abril deste ano, tinham medo de superlotação nos hospitais. Medo de contrair a doença e não serem socorridas a tempo;

Ausência de liberdade: No Brasil, chegamos a ter estados em que o índice de isolamento passou dos 50%. Ou seja, mais da metade da população, por receio ou por medidas restritivas adotadas, ficou “trancafiada” em seus próprios lares;

Novos Hábitos (mais de 75% dos entrevistados tiveram a inclusão do sistema Home Office, Part ou Full Time): Estávamos acostumados a trabalhar em determinado horário (enquanto as crianças estavam nas escolas), a almoçar no restaurante próximo, a fazer exercícios físicos na academia pela manhã ou fim de tarde e ter nosso lazer e dedicação à família em outros espaços de tempo. De março à setembro, estamos trabalhando ao mesmo tempo que acompanhamos as aulas remotas das crianças, paramos tudo para cozinhar, nosso horário de lazer e dedicação à família embaralhou e o exercício se faz quando dá e onde dá;

Gerenciamento de Tempo: O ambiente, estrutura e rotina de uma Empresa e seus clientes, ajudavam relevantemente no apoio da condução da agenda do dia. Agora, nestes 7 meses de pandemia, temos de ser cada vez mais gerenciadores do tempo para adequar tudo que temos de fazer;

Criatividade e adaptação: Para mais de 84% das pessoas entrevistadas, foi necessária uma adaptação ou reformulação no seu produto, serviço ou ferramenta para poder entregar ao cliente seu produto ou serviço final;

Incerteza: Por mais que já estejamos com 7 meses do CORONA no Brasil, o futuro ainda é incerto. Para boa parte da população, não temos calendário de retorno às aulas. Mais de 70% dos brasileiros cogitam repensar suas carreiras e formas de atuação e geração de renda;

Saúde: Um estudo realizado no EUA demonstra que 94% das mortes ocorridas pelo COVID-19, já possuíam outras comorbidades. Este e outros tantos dados neste sentido, acendeu um alerta em torno do tema – saúde mais debilitada, mais propensão a sofrer as consequências da doença.

Bem, nesta breve lista, eu trouxe um pequeno resumo de como este momento impactou profundamente nossa rotina e nossa vida. Então, experimentamos nestes tempos:

  • Conviver com nossos mais íntimos instintos. E isso é melhor que qualquer Assessment que possamos fazer. Afinal, estamos lidando com nossa essência, nossa natureza;
  • Ter de saber administrar nossa ansiedade, desenvolver paciência e tolerância;
  • Tivemos de aprender a controlar o medo, insegurança e incerteza;
  • Tivemos de desenvolver confiança e, acreditar que os caminhos que nossas lideranças estão tomando são os corretos;
  • Nos obrigar a estar mais atentos a tudo que está ocorrendo;
  • Desenvolver habilidades pessoais e profissionais que nos fizessem passar de forma menos impactante possível por este período desafiador;
  • Tivemos de aprender a cuidarmos de nós (saúde) e dos nossos. Tivemos a possibilidade de refletir o que realmente importa e rever Urgências, Importâncias e Prioridades;

Ou seja, tivemos ingredientes de sobra para aprender e evoluir.

Não sei se sairemos melhores de tudo isso. Mas acredito que mais preparados.

Então, você risca o ano do calendário ou não?

Eu, definitivamente NÃO.


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HC Consulting, a evolução do Capital Humano.

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escrito por:

Jean Chiumento

Graduado em Administração, MBA em Liderança Corporativa e Marketing com especializações em Liderança, Formação e Desenvolvimento de Equipes. Coach credenciado pelo Instituto Internacional de Coaching, possui quase 20 anos de experiência em Empresas Nacionais e Multinacionais. A última delas, como Diretor Executivo de um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. Na HC Consulting, além da posição de Diretor Institucional, atua na liderança de projetos de Mentoring, Counseling, Assessment e Consultoria Empresarial.

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